Uma coluna publicada no Estadão afirma que o cenário fiscal brasileiro é grave e exige tratamento imediato pelo governo eleito. O autor sustenta que, sem correção de rota, as consequências tendem a ser mais severas. Ele também avalia que sinalizar uma direção poderia ter efeito sobre os mercados.

Para sustentar a tese, o texto compara os indicadores atuais com o período do governo Dilma. Em dezembro de 2014, o déficit primário era de 0,56%. Em abril de 2016, chegou a 2,30%, e o déficit nominal atingiu 9,96%.

Dados recentes

Segundo a coluna, o último dado disponível, de julho de 2026, mostra déficit primário de 0,67% e déficit nominal de 9,34%. A taxa Selic está em 13,75%, cerca de 0,50 ponto percentual abaixo do patamar registrado em 2016.

Na dívida bruta do governo geral, o texto aponta alta de 71,38%, em janeiro de 2023, para 82,51% no dado mais recente. Em valores, a dívida passou de R$ 7,257 trilhões para R$ 10,946 trilhões no mesmo intervalo, um aumento de cerca de R$ 3,7 trilhões. Pela comparação do autor, o indicador está 15,89% acima do nível do fim do governo Dilma.

O texto não detalha quais medidas o governo eleito deve adotar. O autor afirma apenas que um anúncio ainda é esperado. A coluna também não projeta como os indicadores devem evoluir nos próximos meses e termina com o questionamento sobre o risco de uma nova crise de grande porte.