A Arábia Saudita pediu ao governo de Donald Trump que dê uma chance à diplomacia antes de o presidente tomar a decisão final sobre uma eventual ação militar contra o Irã, segundo duas fontes regionais ouvidas pelo Jerusalem Post. Autoridades sauditas de alto escalão teriam solicitado mais tempo a integrantes do governo americano.
Segundo as fontes, Riad teme que um ataque dos Estados Unidos leve a Guarda Revolucionária Islâmica e as forças armadas iranianas a atingir o território saudita, incluindo sistemas de água e eletricidade e instalações ligadas aos setores de petróleo e energia.
Dias antes, representantes de alto nível do Acordo de Defesa Conjunta de Meca, formado por Turquia, Arábia Saudita e Paquistão, foram a Teerã para reuniões com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o chanceler Abbas Araghchi e o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei. A delegação incluiu o ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman.
Pedido por instalações de petróleo e gás
Uma das fontes afirmou que, nesses encontros, os sauditas pediram que, caso o conflito seja retomado, Teerã evite atingir instalações estratégicas de petróleo e gás do país. Os iranianos recusaram assumir esse compromisso.
Em março, durante as operações Roaring Lion e Epic Fury, campanha militar conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, Teerã lançou mísseis e drones contra alvos na Arábia Saudita. Em certo momento, os ataques foram reduzidos e depois interrompidos, após mensagens de Riad dizendo que o Irã estava cruzando uma linha vermelha e que o reino seria obrigado a atacar caso os ataques continuassem.
Ainda não está claro se Trump decidirá por uma ação militar nem se a pressão saudita terá efeito sobre a decisão. As fontes não detalharam quais garantias Riad busca nem se há prazo para a definição americana.




