Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram no último debate televisivo do segundo turno da eleição presidencial, promovido pela TV Globo na sexta-feira (23). O encontro foi mediado por César Tralli e transmitido também pela GloboNews e pelo g1.
Os candidatos discutiram endividamento das famílias, salário mínimo e Sistema Único de Saúde (SUS). A troca de acusações incluiu ataques com os termos "nove dedos" e "miliciano". Lula citou o programa Desenrola e a política de juros. Flávio afirmou que vai pagar parte da dívida pública para reduzir a taxa básica.
Sobre a educação, Lula associou o programa de ensino integral ao governo de Jair Bolsonaro, citando o chamado "tigrinho", e defendeu a extensão do Pé-de-Meia às universidades. Flávio disse que o adversário zerou o orçamento federal para escolas em tempo integral e prometeu apostar no ensino técnico.
Contexto do debate
Flávio Bolsonaro também exibiu a defesa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre um vídeo em que ele aparece suspirando durante a pandemia de Covid-19. Segundo o senador, a fala original tratava da orientação de procurar atendimento médico cedo. A checagem do Fato ou Fake, serviço do Grupo Globo, acompanhou as falas dos candidatos durante o debate e na madrugada seguinte.
Na segurança pública, Flávio defendeu classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações narcoterroristas. Lula respondeu que essa medida serviria para entregar o caso a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Os dois também trocaram acusações sobre milícias e sobre o caso da menina Ana Clara.
Na reta final, Lula pediu desculpas pelo tom elevado do encontro. Flávio prometeu devolver o poder de compra e disse que nunca vai prometer o que não puder cumprir.
Ainda não há resultado oficial. A apuração do segundo turno ocorre no domingo (25), e os números de votos por unidade federativa estarão disponíveis em tempo real na página de apuração do g1.

