As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos ocorrem nesta terça-feira (3) e podem mudar o equilíbrio de poder em Washington. Os democratas aparecem como favoritos para retomar a Câmara dos Representantes, onde os republicanos hoje têm 220 cadeiras contra 215 dos democratas. Para virar a maioria, o partido precisa de um saldo de pelo menos três cadeiras.
No Senado, a disputa está mais equilibrada. Os republicanos têm 53 das 100 cadeiras, mas agregadores de pesquisas apontam chances reais de os democratas conquistarem a maioria. Projeções divergem: uma delas dá 53 cadeiras aos democratas, outra registra empate em 48 para cada lado, com quatro vagas indefinidas.
Por que a eleição importa para Trump
O Partido Republicano, do presidente Donald Trump, conquistou as duas Casas em 2024 e controlou a pauta e as votações desde então. Ter a maioria no Senado permitiu ao governo avançar com sua agenda. Uma derrota abriria espaço para que os parlamentares barrem ações do Executivo.
Segundo o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio, especialista em política dos EUA, a principal preocupação de Trump é com investigações sobre o governo, que os democratas já sinalizaram que pretendem fazer. Poggio considera muito improvável um impeachment, pois exigiria o apoio de dois terços do Senado, o que dependeria de parlamentares republicanos.
O que ainda não se sabe
Os resultados dependem de estados em que a disputa está indefinida. Segundo a imprensa americana, o Senado segue incerto em sete estados, entre eles Maine, Iowa, Michigan, Alasca, Kansas, Ohio e Texas. Na Câmara, o New York Times aponta 21 disputas indefinidas em 14 estados. Até a apuração, as projeções seguem sujeitas a mudanças.




