O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou ao Poder360 que a decisão de Alexandre de Moraes de apreender os passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL) foi inoportuna. Segundo ele, a avaliação é política, não jurídica.
O pedido da Polícia Federal foi assinado às 21h16 de 25 de outubro, sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral divulgar o resultado da eleição presidencial. Moraes atendeu ao pedido no mesmo dia. Flávio não entregou os documentos e saiu do Brasil com a família em 27 de outubro.
Edinho disse que seria mais adequado aguardar a consolidação do resultado eleitoral e, depois, adotar medidas se fossem necessárias. Ele afirmou não conhecer os elementos que fundamentaram a decisão, por isso não questiona sua necessidade legal.
Disputa no Congresso
Edinho afirmou que o PT se opõe a qualquer candidato de inspiração fascista e deve apoiar as reeleições de Hugo Motta, na Câmara, e Davi Alcolumbre, no Senado. As disputas ocorrem em 1º de fevereiro de 2027. Segundo ele, a condição é que haja unidade entre as forças democráticas.
Ele também defendeu cautela sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Para o dirigente, a medida, nas circunstâncias atuais, enfraqueceria a democracia. O PT, segundo ele, defende reformas política, eleitoral e do Judiciário.
Críticas internas e pontos em aberto
Edinho criticou práticas internas do partido, como a transformação da sigla em um conjunto de mandatos com mais poder que as instâncias partidárias. Ele não citou nomes. Também disse que o PT não tem posição coletiva sobre as bets e que a política sobre a taxa das blusinhas é uma posição pessoal.
Sobre a proposta do economista André Lara Resende para cortar juros, Edinho afirmou que ela nunca foi debatida no partido nem com Lula. Sobre a dosimetria das penas do 8 de Janeiro, disse que qualquer diálogo deve ocorrer em ambiente de pacificação nacional.




