O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, em comício em Fort Myers, na Flórida, que navios da Marinha americana vão passar por Cuba quando terminar a guerra no Irã. Ele disse que um dos navios vai parar a cerca de 45 metros da costa e que o secretário de Estado, Marco Rubio, ficará encarregado de fechar um acordo com a ilha.
Trump respondeu assim a um eleitor que perguntou sobre Cuba. O estado da Flórida concentra a maior população de origem cubana dos Estados Unidos. Segundo o presidente, o governo americano vai tratar do caso cubano depois de voltar do Irã.
Pressão sobre Havana
Trump também citou a operação militar americana na Venezuela, que, segundo ele, terminou em janeiro com a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, acusado de crimes ligados ao narcotráfico em Nova York. Ele afirmou que os Estados Unidos venceram a guerra na Venezuela em um dia e que trabalham com o país para ampliar a produção de petróleo.
Washington intensificou a pressão sobre Havana com sanções a empresas ligadas ao governo cubano e com restrições que buscam impedir a importação de combustível pela ilha. Desde a volta de Trump à Casa Branca, as medidas atingem também o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e pessoas próximas a ele.
Em paralelo, o secretário de Estado Marco Rubio publicou na rede social X que quem deseja uma mudança de governo em Cuba deve colaborar discretamente com a CIA, a agência de inteligência americana. Na mensagem, ele criticou promessas não cumpridas, corrupção e privilégios de uma parte da elite cubana.
Os textos das agências não detalham como seria a eventual abordagem dos navios nem quais seriam os termos do acordo mencionado por Trump. A declaração do presidente foi feita durante a campanha eleitoral, e não há, nas informações disponíveis, uma resposta oficial do governo cubano.




