As Forças de Defesa de Israel (FDI) criaram uma nova Divisão Espacial, cujos detalhes ainda são poucos. O ministro da Defesa, Israel Katz, comemorou a criação com a expressão "Guerra das Galáxias branca e azul", em referência às cores da bandeira do país.

Segundo o Ministério da Defesa, a unidade deve permitir a Israel vigiar, defender e atacar a partir do espaço qualquer alvo em áreas extensas. A meta declarada é consolidar o país como potência regional e mundial. Militares citados pela imprensa israelense afirmam que a divisão terá funcionamento e estrutura diferentes das forças terrestres e não será apenas um órgão de apoio a elas.

Os responsáveis justificam a decisão com a avaliação de que o domínio espacial passou a ser um domínio de combate ativo, com relevância nacional crescente nos próximos anos. A divisão reunirá projetos militares de sensores orbitais e tecnologias de guerra espacial. Segundo a reportagem, o Exército não descarta operações militares além da atmosfera terrestre.

Contexto

A mudança organizacional segue um ano em que as forças armadas aprovaram vários projetos espaciais, entre eles o uso de sensores orbitais para vigilância da Terra e o desenvolvimento de capacidades de guerra espacial. A nova divisão vai operar sob a Direção de Planejamento, como parte do programa plurianual Hoshen do Exército.

O comando ficará com o general de brigada identificado apenas como "Shin", escolhido em uma reunião de nomeações presidida pelo chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir. Dois tenentes-coronéis, identificados como "N." e "S.", também foram designados para chefiar departamentos da unidade e serão promovidos a coronel. As nomeações ainda dependem da aprovação de Katz.

Katz afirmou que o objetivo é transformar Israel em um dos países líderes mundiais em defesa espacial e que a capacidade vai dissuadir inimigos próximos e distantes. Ele também disse que a expansão militar além da atmosfera terá efeitos na economia, no desenvolvimento tecnológico e no setor civil.

O que ainda não se sabe

A divisão deve ser estabelecida nos próximos meses, segundo um oficial das forças armadas ouvido pela agência EFE. As fontes não detalham orçamento, número de integrantes nem os sistemas que serão usados. Também não está claro quais operações fora da Terra seriam consideradas, nem o prazo para que a unidade entre em atividade plena.