Forças israelenses realizaram incursões em pelo menos 15 cidades do norte da Cisjordânia e prenderam dezenas de palestinos, segundo correspondentes da Al Jazeera. As ações ocorreram horas depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenar o bloqueio total do território ocupado.
A medida veio após um ataque na cidade de Hebron, em que dois soldados israelenses morreram. Segundo o Exército de Israel, dois atacantes palestinos armados foram mortos depois de atacarem um batalhão de reserva perto do assentamento de Telem. Os militares informaram que cinco soldados ficaram feridos, e dois deles morreram depois.
As operações atingiram cidades como Nablus, Jenin, Tubas e Qalqilya. Em Hebron, tratores demolirem um prédio de três andares, e famílias tiveram cinco minutos para retirar seus pertences. Centenas de famílias palestinas também receberam ordens de deixar suas casas na região de Ein Deir Bahha.
Contexto
Com o bloqueio, quase mil postos de controle e portões na Cisjordânia devem ser fechados, o que afeta milhões de palestinos. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, de extrema direita, defendeu que Israel assuma o controle total do território. Todos os assentamentos israelenses são considerados ilegais pelo direito internacional.
Mustafa Barghouti, secretário-geral do partido Iniciativa Nacional Palestina, afirmou que o fechamento transforma cada cidade em uma prisão pequena, com efeitos sobre saúde, economia e educação. Ele disse que a punição coletiva levará a novas explosões de violência. Relatos de ataques de colonos e soldados a colheitores de azeitonas também aparecem nas fontes, em meio à tensão antes das eleições israelenses de terça-feira.
Ainda não está claro por quanto tempo durará o bloqueio. O Exército disse que a operação em Hebron deve durar "vários dias", mas não há detalhes sobre o alcance final das ações nem sobre o número total de presos.




