O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, demitiu o tenente-general do Exército Brett Sylvia, acusado de repassar informações sigilosas à imprensa. A informação foi confirmada por autoridades nesta quinta-feira. Sylvia chefiava a diretoria de estratégia, planos e políticas do Estado-Maior Conjunto, a chamada J5, posto que assessora o principal oficial militar do país.
A demissão é uma das consequências mais expressivas até agora da caçada de Hegseth a funcionários suspeitos de vazar dados para a mídia. A ofensiva acontece enquanto a guerra contra o Irã chega ao nono mês, um conflito que tem baixa popularidade entre os americanos.
Contexto da investigação
O esforço inclui uma força-tarefa no Pentágono para identificar a origem dos vazamentos e o uso amplo de testes com polígrafo em altos oficiais. No ano passado, Hegseth também criou uma política de mídia que levantou preocupações legais entre organizações de imprensa e retirou credenciais de jornalistas que se recusaram a assiná-la.
Segundo um alto funcionário do Pentágono, que falou sob condição de anonimato, Sylvia foi reprovado em três testes de polígrafo sobre o vazamento de informações classificadas. Esse funcionário afirmou que a extensão dos vazamentos exigiu ação imediata para proteger a segurança nacional. Sylvia não foi localizado para comentar.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, disse que a decisão seguiu uma investigação extensa do Escritório de Investigações Especiais da Força Aérea. Ele afirmou que o caso, junto com outros, foi encaminhado ao Departamento de Justiça para possível ação judicial, sem citar os demais oficiais que poderiam ser alvos.
A saída ocorre enquanto os militares americanos planejam uma possível retomada de bombardeios intensos no Irã. O Pentágono tem reclamado de vazamentos sobre o planejamento e o gasto com munições. Segundo a Reuters, uma análise militar interna estima que repor apenas as munições usadas até agora custaria mais de 29 bilhões de dólares, parte de um total superior a 47 bilhões de dólares gastos nas operações.
Ainda não se sabe quais informações teriam sido vazadas nem se Sylvia responderá a processo. O Estado-Maior Conjunto retirou uma nota inicial que elogiava os 32 anos de serviço dele, dizendo que o texto não refletia todas as circunstâncias. O caso segue em andamento.




