Forças israelenses transformaram casas palestinas na cidade de Hebron em alojamentos e postos de observação, depois de retirar os moradores. A informação foi divulgada pela agência palestina Wafa, com base em fontes não identificadas. Segundo a agência, as residências nos bairros de Khallat Manna e Dahiyat al-Zaytoun, no sul de Hebron, foram usadas como alojamentos, enquanto moradores de outras áreas foram obrigados a deixar suas casas para que os imóveis servissem de observação.
O Exército israelense impôs bloqueio em Hebron e realizou centenas de operações desde que dois homens armados palestinos atacaram uma base de reservistas do Exército israelense na sexta-feira. O ataque deixou dois soldados mortos. Os dois agressores também foram mortos.
Segundo a ONG Sociedade Palestina de Prisioneiros, pelo menos 47 palestinos foram detidos em Hebron desde sexta-feira e 293 famílias, cerca de 2.200 pessoas, foram deslocadas à força. Entre elas estão 127 bebês, 81 gestantes, 26 pessoas com deficiência, 134 doentes crônicos e 265 idosos com mais de 60 anos. A entidade também relatou centenas de interrogatórios de campo, com detenções e abusos.
Novos postos de colonos
Colonos israelenses começaram a instalar dois novos postos avançados em terras de propriedade palestina na localidade de Yatta, ao sul de Hebron. Segundo o ativista Osama Makhamra, citado pela Wafa, um dos postos foi montado na área de Khallet al-Fara, com barracas, tratores e máquinas de escavação para nivelar o terreno. O outro foi instalado no deserto de Yatta, entre os vilarejos de az-Zuweidin e Umm Qussa, com barracas e início de redes de água e eletricidade.
Perto de Belém, forças israelenses seguiram fechando estradas e acessos em toda a província pelo terceiro dia consecutivo, no domingo. No sábado, bloquearam estradas de terra que levam a Tuqu e dispararam gás lacrimogêneo e granadas de atordoamento contra veículos palestinos.
Os episódios ocorrem a poucos dias das eleições gerais de Israel e em meio a forte tensão na Cisjordânia ocupada. Segundo as fontes, colonos, com apoio militar, realizaram uma onda de ataques contra agricultores que colhiam azeitonas. Ainda não está claro por quanto tempo o bloqueio em Hebron será mantido nem quantas famílias poderão retornar às casas.




