O senador Flávio Bolsonaro perdeu a disputa presidencial e deixou o país depois da derrota. Segundo a coluna, o candidato havia perdido os eleitores que definiram o resultado já depois do primeiro turno, quando ficou à frente de Lula.

O autor, o pesquisador João Gabriel Archegas, do Instituto Sivis, afirma que a liderança no primeiro turno levou a campanha a falar com quem já a apoiava, em tom de vitória. Enquanto isso, o governo foi buscar eleitores que haviam ficado em casa.

No dia seguinte ao primeiro turno, a direita conquistou uma supermaioria no Congresso, e entre senadores eleitos falou-se em impeachment de ministros do Supremo. Depois, Flávio defendeu mudar a Constituição e acabar com a reeleição já para o seu mandato, o que reacendeu receios sobre a democracia.

No segundo turno, a abstenção caiu para 19,2%, a menor em disputas do tipo em 20 anos, segundo o texto. A campanha de Lula priorizou a mobilização de quem não tinha votado e virou a disputa, que chegou à véspera numericamente atrás nas principais pesquisas.

Os debates, segundo o colunista, reforçaram a imagem de arrogância do candidato junto aos eleitores que ainda decidiam. Ele cita o tom provocador no debate da Band e comentários sobre a idade de Lula no debate da Globo.

A coluna não detalha os próximos passos do ex-candidato nem a repercussão oficial da saída do país. A análise é de opinião e trata a leitura da campanha como ponto de discussão.