O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, desistiu de lutar pela anulação do pleito, segundo a coluna do jornalista Elio Gaspari publicada em O Globo. A direita foi derrotada por uma margem de 4,4 milhões de votos. Para o colunista, a decisão foi um alívio para quem viveu a tensão política do país há quatro anos.
Após a derrota nas urnas, o governo de Donald Trump afirmou que dará visto a Flávio Bolsonaro e permitirá sua entrada nos Estados Unidos. Flávio deixou o Brasil, e Lula comentou a saída dizendo que quem sai escondido deve ou tem medo de alguma coisa.
Contexto da crise
Há quatro anos, apoiadores se reuniam em frente a quartéis e pediam um golpe de Estado. O texto cita a trama golpista e os ataques de 8 de janeiro e afirma que a responsabilização dos envolvidos teve efeito dissuasório. Segundo o colunista, o afastamento dos militares da política foi um dos resultados do atual governo Lula.
A oposição elegeu grandes bancadas na Câmara e no Senado, algumas ligadas a eleitores conservadores, como a bancada do agronegócio. Na indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, houve resistência, de acordo com o texto. Em 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez, ele nomeou Antonio Palocci para o Ministério da Fazenda.
Ainda não está claro qual será o peso do bolsonarismo dentro da oposição nos próximos anos. O colunista aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como possível nome da oposição em 2030, com experiência como ministro da Infraestrutura e como governador. A resposta de Tarcísio sobre o cenário nacional não foi informada no texto.




