Os americanos vão às urnas em uma semana para eleger deputados e senadores. Donald Trump sinalizou que só respeitará o resultado se o Partido Republicano, dele, vencer. A popularidade do presidente está no menor nível desde o início do segundo mandato, e ele corre o risco de perder a maioria no Congresso.

Atualmente, os republicanos têm 53 dos 100 senadores, e 35 cadeiras estão em disputa. Na Câmara, têm 218 dos 435 deputados, e todas as cadeiras serão disputadas. A maioria, mesmo apertada, permitiu a Trump governar quase sem resistência no Congresso e tomar decisões que afetaram diretamente o Brasil.

Os eleitores reclamam do custo de vida. Os preços subiram com as tarifas impostas pelo governo e com a guerra no Irã. Uma pesquisa Reuters/Ipsos citada na reportagem mostrou que 66% dos americanos desaprovam a gestão Trump.

Impacto no Brasil

O Brasil entrou na mira das tarifas em 2025. Em abril, a taxa inicial era de 10%, e em julho subiu para 50%. O café só foi isento em novembro. Produtores e cooperativas afirmam que os Estados Unidos são o principal destino do café brasileiro exportado, e que o preço também depende da Bolsa de Nova York.

A guerra no Irã elevou o preço do petróleo depois que o país fechou o Estreito de Ormuz. Segundo um produtor do Cerrado Mineiro, o custo do diesel e do frete aumentou, o que pesa na produção.

Analistas ouvidos pela reportagem avaliam que, se a oposição democrata conquistar a Câmara e o Senado, terá mais força para barrar a agenda do presidente e controlar o Orçamento, que é discutido todo ano.

Ainda não se sabe qual será o resultado da votação nem se Trump aceitará uma derrota. A reportagem da série do Jornal Nacional deve continuar mostrando como as eleições afetam a economia e a política externa.