A eleição de domingo no Brasil, que reconduziu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez parte de uma onda de maior participação eleitoral em diversos países ao longo de 2026. Segundo análise publicada pelo jornal O Globo, o eleitorado foi às urnas em número maior em nações com sistemas e realidades políticas muito distintas.
Em Israel, 78% dos eleitores votaram, o maior índice registrado neste século. A disputa ocorreu na primeira eleição após os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e a guerra em Gaza. Estão em jogo o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o serviço militar dos ultraortodoxos e a reforma do Judiciário.
Na Sérvia, a votação para o Parlamento atraiu 69% do eleitorado. O partido do primeiro-ministro Aleksandar Vucic perdeu após mais de uma década no poder, em um movimento impulsionado por estudantes contra a corrupção. Na Hungria, Viktor Orbán deixou o cargo após 16 anos, com comparecimento de 79,6%.
Em Portugal, o esquerdista António José Seguro venceu a eleição presidencial, com 52,4% de participação. Na Colômbia, o comparecimento cresceu mais de cinco pontos percentuais e o populista de direita Abelardo de la Espriella foi eleito. Na Bulgária, o aumento de mais de 12 pontos ajudou a eleger Rumen Radev, nacionalista de esquerda.
O texto de opinião ressalta que a alta participação não garantiu uma mesma direção política, já que vencedores de campos opostos foram beneficiados. Em Portugal, Sérvia e Hungria o voto é facultativo, o que torna a mobilização ainda mais relevante.
Ainda não se sabe quando será definido o novo governo israelense, pois as negociações para formar coalizões costumam demorar. Também não está claro como os governos eleitos vão lidar com os temas que mobilizaram os eleitores.




