As ações da Microsoft subiram cerca de 4% no mercado de Nova York após o fechamento da sessão desta quarta-feira (28). O movimento foi provocado por resultados acima do esperado no negócio de computação em nuvem, que segue sendo impulsionado pela demanda por inteligência artificial.
A receita da empresa cresceu 19% nos três meses encerrados em 30 de setembro, chegando a US$ 92,3 bilhões (R$ 493,1 bilhões). A expectativa de Wall Street era de US$ 90,6 bilhões (R$ 484,2 bilhões). O lucro líquido subiu 32%, para US$ 36,6 bilhões (R$ 195,6 bilhões).
A divisão Azure somou US$ 33,2 bilhões (R$ 177,4 bilhões) em vendas, alta de 48% sobre o mesmo período do ano anterior. Analistas esperavam US$ 32,3 bilhões (R$ 172,6 bilhões). Pela primeira vez, a companhia separou a receita de computação em nuvem ao reorganizar a apresentação dos dados.
Investimentos e custos
As empresas de tecnologia de grande porte investem centenas de bilhões de dólares em infraestrutura de inteligência artificial, com foco em data centers para desenvolver e rodar modelos e aplicativos. No trimestre, a Microsoft gastou US$ 45,2 bilhões (R$ 243,2 bilhões) em investimentos de capital, abaixo das expectativas. Antes, a empresa havia sinalizado a investidores um plano de cerca de US$ 175 bilhões (R$ 942 bilhões) para o ano-calendário atual.
O fluxo de caixa livre ficou em US$ 18,6 bilhões (R$ 100,1 bilhões), acima das estimativas, mas abaixo dos US$ 19,6 bilhões (R$ 105,5 bilhões) do trimestre anterior. A carteira de contratos para capacidade em data centers recuou de US$ 678 bilhões (R$ 3,65 trilhões) para US$ 677 bilhões (R$ 3,64 trilhões).
Na segunda-feira (26), a Microsoft anunciou pacotes de demissão voluntária para até 60 mil funcionários nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Índia, com o objetivo de controlar custos. Em abril, a empresa já havia oferecido um programa de aposentadoria voluntária para empregados mais velhos e com mais tempo de casa. O quadro de pessoal caiu 2% em relação ao ano anterior.
Pontos em aberto
O balanço não detalha quantos funcionários devem aderir aos novos pacotes. Também não está claro quanto a empresa pretende gastar no restante do ano para atingir a meta anunciada de investimentos em infraestrutura.




