As bolsas tiveram desempenho misto nesta manhã. Na Ásia, a maioria dos índices subiu, com exceção do CSI 300, da China, que recuou mais de 1%. Na Europa, região muito dependente de importações de energia, os mercados perderam força no início do pregão depois que o petróleo Brent chegou a US$ 117 por barril.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500 e da Nasdaq subiram levemente após o índice principal avançar 0,7% na sexta-feira. As ações de tecnologia foram sustentadas pelo registro de abertura de capital da Anthropic, que reduziu o temor de que os laboratórios de inteligência artificial e o ecossistema ao redor deles não consigam operar de forma sustentável.
A Meta foi a exceção. Seus papéis caíram quase 2% depois que a empresa anunciou a emissão de US$ 95 bilhões em novas ações para financiar seus planos de investimento em IA. A diluição do capital existente pesou sobre a percepção dos investidores.
Balanços sustentam resultados, mas medo de queda persiste
Cerca de 30% das empresas do S&P 500 já divulgaram resultados do terceiro trimestre, e 78% superaram as estimativas de lucro por ação, segundo analistas do Bank of America. O índice fica acima da média histórica para o período. Ainda assim, o setor de tecnologia caminha para seu pior mês em relação ao S&P 500 desde janeiro de 2025, quando o DeepSeek abalou o mercado.
Uma pesquisa da Morgan Stanley Wealth Management com 953 investidores mostrou que 42% estão pessimistas no momento. Executivos da E*TRADE, ligada ao Morgan Stanley, citam obstáculos de mercado e econômicos que tornam os investidores mais cautelosos até o fim do ano. O petróleo em alta e o Bitcoin, que caiu para US$ 79.585, reforçam essa cautela.
Ainda não se sabe se o temor de uma bolha em torno da inteligência artificial vai se confirmar. Também não está claro se o registro da Anthropic e a emissão bilionária da Meta vão sustentar o ânimo do setor nas próximas semanas.




