Eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato. O pleito definirá qual partido controlará a Câmara dos Representantes e o Senado pelos próximos dois anos.

As midterms renovam toda a Câmara, com 435 cadeiras, e 35 das 100 vagas do Senado. Também haverá eleição para governador em 36 estados. Como não existe um órgão nacional de apuração, cada estado tem suas próprias regras, e o horário de fechamento das urnas varia entre eles.

Em geral, a contagem começa logo após o fechamento das seções. Em boa parte dos estados, o voto é feito em cédula de papel, contada por trabalhadores eleitorais e fiscalizada por representantes dos partidos. Em casos de diferença mínima entre candidatos, pode ser pedida uma recontagem.

Os primeiros resultados devem sair na noite de terça-feira, mas a definição do controle de cada Casa pode levar dias. Na eleição de 2022, a disputa pela Câmara só foi decidida mais de uma semana depois, em parte porque alguns estados demoram para contar votos enviados pelo correio. Sem um órgão central, a projeção costuma ser feita pela imprensa, e a Associated Press é a principal fonte de dados.

Disputa para o controle do Congresso

Atualmente, os republicanos têm 53 cadeiras no Senado e os democratas, 47, incluindo dois independentes que votam com o partido. Projeções do Center for Politics, da Universidade da Virgínia, indicavam 49 cadeiras para os democratas e 46 para os republicanos, com cinco disputas indefinidas. Já a plataforma Race to the WH dava 78,4% de chance de vitória democrata.

Na Câmara, o Partido Republicano tem 218 cadeiras e o Democrata, 214. Pesquisa Reuters/Ipsos de 19 de outubro mostrou 47% dos eleitores dispostos a votar em democratas e 35% em republicanos. As projeções apontavam vantagem democrata na Casa.

Para o presidente Donald Trump, o resultado é central. Uma derrota em uma ou nas duas Casas pode dificultar a aprovação de projetos do governo e abrir espaço para investigações no Congresso. Pesquisas recentes apontavam desaprovação do presidente em torno de 60%.

Ainda não se sabe o resultado final nem quanto tempo levará a totalização dos votos em todos os estados. As campanhas arrecadaram mais de US$ 15 bilhões, segundo a imprensa americana.