Coluna publicada no Estadão, assinada por Fabio Giambiagi, defende que a família Bolsonaro não volte a disputar o segundo turno de uma eleição presidencial. O texto afirma que os integrantes do clã são marcados pelo extremismo e que a política depende do diálogo.

Segundo o autor, a democracia brasileira já teve adversários que conversavam fora do plenário. Ele cita Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Luís Eduardo Magalhães e Miro Teixeira como exemplos desse convívio, e diz que essa prática se perdeu na década de 2010.

Eleições recentes

Para Giambiagi, nas três últimas eleições os eleitores que rejeitavam o PT tiveram como opção um integrante da família Bolsonaro. Ele associa esse cenário à vitória do PT em 2022 e à eleição, em 2026, de um adversário com mais de 80 anos, rejeitado por quase metade do país.

O colunista também atribui ao governo Bolsonaro, em 2018, um legado de mais de 700 mil mortes por covid-19. Ele afirma ainda que, sem a ambição de Jair, Eduardo e Flávio Bolsonaro, o presidente eleito seria Tarcísio de Freitas. Essas são avaliações do autor, e não fatos apurados pela reportagem.

O texto não detalha quais mecanismos poderiam impedir novas candidaturas do clã. Também não há manifestação da família Bolsonaro sobre as críticas. A coluna não informa o nome do presidente eleito em 2026, citando apenas o adversário derrotado nas urnas.