Iliana Iotova se tornou a primeira mulher eleita presidente da Bulgária após conquistar a maioria no segundo turno da disputa presidencial. A apuração do domingo (1) ainda era preliminar, mas projeções de institutos de pesquisa apontavam 58% dos votos para ela, contra 38% do adversário.
O rival, Andrey Gyurov, ex-primeiro-ministro interino, reconheceu a derrota. Em coletiva em Sofia, afirmou que aceita os resultados, por mais surpreendentes que sejam. A expectativa é que o resultado oficial seja divulgado na segunda-feira (2).
A presidente eleita é ex-jornalista e representava o Partido Socialista da Bulgária no Parlamento Europeu. Gyurov era o candidato apoiado pelo Ocidente. Iotova defende aproximação com Moscou e se opõe à ajuda militar à Ucrânia.
Contexto da campanha
O papel do país na guerra vizinha foi tema central da campanha. A população teme os efeitos do conflito no Mar Negro, que banha as fronteiras búlgaras, após o aumento de ataques com drones contra embarcações comerciais.
Iotova assumiu o cargo de forma interina desde janeiro, quando Rumen Radev deixou a presidência para disputar o posto de primeiro-ministro. Radev é aliado dela e tem agenda semelhante, com foco em reforçar as relações com Moscou.
Ela se apresentou como a presidente da paz, em referência ao diálogo com o Kremlin. Gyurov, por sua vez, condenava as agressões russas ao povo ucraniano. A líder da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Iotova pela vitória.
O que ainda não se sabe
A presidência búlgara tem, em sua maioria, funções cerimoniais, com o poder de governo concentrado em Radev. Ainda assim, Iotova será a chefe das Forças Armadas de fato e poderá indicar governos interinos em crises políticas ou vetar legislação. Como ela atuará nessas funções ainda é incerto.




