Na terça-feira, eleitores dos Estados Unidos vão às urnas para as eleições de meio de mandato. Serão escolhidos os 435 integrantes da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. O resultado definirá qual partido controlará o Congresso nos próximos dois anos.
O nome do presidente não aparece na cédula, mas a votação é vista como um julgamento sobre o governo. Desde 1946, o partido do presidente perdeu cadeiras na Câmara em 18 das 20 eleições de meio de mandato, com média de 26 cadeiras perdidas por eleição.
Só houve exceções em 1998, com os democratas de Bill Clinton, e em 2002, com os republicanos de George W. Bush. Segundo as pesquisas, 2026 não deve ser a terceira.
Para conquistar a Câmara, os democratas precisam ganhar três cadeiras. No Senado, precisam de quatro. Em um empate de 50 a 50, os republicanos manteriam o controle, porque o vice-presidente JD Vance pode dar voto de desempate.
Controlar uma das casas do Congresso define a pauta e a aprovação de projetos de lei, que precisam passar pelas duas casas antes de chegar ao presidente. A maioria na Câmara permite abrir investigações e iniciar um processo de impeachment. A maioria no Senado pode rejeitar indicados do presidente, inclusive juízes federais.
Ainda não se sabe se o resultado seguirá as pesquisas. A história mostra que perder cadeiras nem sempre significa perder o controle, e as duas casas já se moveram em direções opostas em eleições passadas.




